Novas Leis na Luta Contra Violência de Gênero
Apesar de importantes avanços, o Brasil ainda ocupa posições alarmantes nos índices de violência contra a mulher. Em 2025, três novas leis sancionadas representam um passo significativo na proteção das mulheres brasileiras, abordando desde o uso de tecnologias até a proteção de mães cientistas e o fortalecimento das medidas protetivas com tornozeleiras eletrônicas.
Vamos entender cada uma dessas inovações e seus impactos.
Lei nº 15.123/2025: Combate à Violência Psicológica com Inteligência Artificial
A tecnologia trouxe novas formas de violência, especialmente o uso de inteligência artificial (IA) para produção de conteúdos falsos, como deepfakes pornográficos. A Lei nº 15.123/2025 agrava as penas de violência psicológica quando houver utilização de IA ou qualquer recurso tecnológico que altere imagem ou som da vítima.
Destaques da nova lei:
- Aumenta em 50% a pena do crime de violência psicológica quando há uso de IA.
- Responde ao crescimento alarmante de casos de deepfakes utilizados para humilhar e constranger mulheres.
- Exige maior capacitação das autoridades para investigação de crimes digitais.
Contudo, especialistas apontam que, sem investimento em infraestrutura tecnológica e em responsabilização das plataformas digitais, a efetividade da norma ainda será limitada.
Lei nº 15.124/2025: Proteção de Mulheres na Ciência e na Academia
O meio acadêmico também não está imune ao machismo estrutural. Mulheres gestantes, mães e parturientes ainda enfrentam discriminação em processos seletivos para bolsas de estudo e produtividade científica.
Com a Lei nº 15.124/2025:
- Fica proibido o uso de informações sobre gravidez, parto ou adoção nos critérios de seleção ou renovação de bolsas acadêmicas.
- O período de avaliação da produtividade científica será ampliado em caso de licença-maternidade.
- Estabelece sanções administrativas em casos de discriminação.
Embora a lei represente um avanço, há críticas quanto à ausência de políticas complementares, como creches universitárias e flexibilização de prazos, que de fato garantiriam a equidade plena no ambiente acadêmico.
Lei nº 15.125/2025: Nacionalização do Uso de Tornozeleiras Eletrônicas
A nova legislação amplia o uso da tornozeleira eletrônica como mecanismo de fiscalização de medidas protetivas na violência doméstica:
- Nacionaliza o uso do monitoramento eletrônico para agressores.
- Integra sistemas de alerta para notificar a vítima em caso de aproximação.
- Visa fortalecer o cumprimento das medidas protetivas da Lei Maria da Penha.
A medida busca reduzir a reincidência de agressões, mas também depende de investimento público em tecnologia, infraestrutura e qualificação de agentes públicos para ser efetiva, especialmente em municípios pequenos.
Avanços Importantes, Mas Ainda Insuficientes
Embora representem inegáveis avanços, essas novas leis não solucionam, por si só, o grave problema da violência de gênero. Além das normas, o enfrentamento da violência contra a mulher exige:
- Políticas públicas robustas de acolhimento e proteção às vítimas.
- Programas de reeducação de agressores.
- Investimentos em campanhas educativas e conscientização social.
- Formação contínua de operadores do Direito e das polícias.
Como destaca esse artigo, as leis possuem valor simbólico importante, mas precisam sair do papel para gerar mudança real.
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